Lamachia, da OAB, diz: “usar escravidão para obter privilégio ilegal é um deboche”

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Já foi publicado agora há pouco que a ministra Luislinda Valois, dos Direitos Humanos, desistiu de pedir um salário de R$ 61 mil, o que ultrapassaria o teto de R$ 33,7 mil dos servidores públicos.

Antes dessa desistência, o presidente nacional da Ordem dos Advogados do Brasil, Claudio Lamachia, criticou o pedido de incorporação salarial.

Em sua requisição original, Luislinda disse que essa situação, “sem sombra de dúvidas, se assemelha ao trabalho escravo, o que também é rejeitado, peremptoriamente, pela legislação brasileira desde os idos de 1888 com a Lei da Abolição da Escravatura”.

À Coluna do Estadão, Lamachia disse que “usar o passado nefasto da escravidão para obter um privilégio ilegal é mais um deboche contra a sociedade”. “A lei é clara e deve valer para todos, independentemente da função ou profissão exercida. O teto constitucional hoje é uma ficção. Isso precisa mudar. A comparação com a escravidão foi feita indevidamente. A ministra tenta deslocar para essa situação um argumento que não se aplica ao caso”, completou Lamachia.

 

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